segunda-feira, 10 de novembro de 2014

(Ben)s materiais e (Ben)ção espiritual - breve reflexão

Dai a César o que é de César, a Deus o que é de Deus - entre a confusão e o entendimento, buscamos sobriedade em meio a embriaguez.

      A sociedade em que vivemos, sobretudo na brasileira, tem este péssimo costume de conceder a graça material alcançada à divina providência, esquecem assim de TODO o ensinamento de JESUS CRISTO. 
    O movimento evangélico protestante, no Brasil, está embebecido de materialismo, de política, de mercantilismo. Vejam a que absurdo nós chegamos e não há cristãos evangélicos que protestem contrariamente (os protestantes não protestam, ou seria corporativismo?): as denominações viraram lugar de troca de benção, o adepto, ou membro, da organização dá uma quantia em dinheiro (seja virtual, por meio de cartão de débito ou crédito, ou em moeda ou papel-moeda) em troca de uma graça a se alcançar. Trocando em miúdos, seria como pagar por uma promessa de um milagre, mas para ser realizado há uma exigência, uma oferenda em pecúnia. Mas o mediador é o beneficiário da pecúnia.
     Isto não estou inventando, escutei de vários líderes evangélicos, inclusive de renomados líderes políticos e religiosos. Ou seja, o enriquecimento material de pastores seria legítimo para Deus, por meio de trocas financeiras, segundo estes "representantes das vontades divinas na Terra". Entre a crença em se alcançar a graça por meio do que eles chamam de fé, e por meio da devolução, ou da troca, em dinheiro, seria aprovado por Deus - só não sei que Deus é que ele está falando, Jesus ou Mamon. 
     Assim, ganhar um carro, como exemplo, se tornou jargão no meio evangélico. Basta alguém deste Brasil ligar a TV em algum canal da IURD ou da do Poder de Deus e verá que não estou mentindo! Vejamos: se uma felizardo ganhar (ou mesmo comprar por meio de seu dinheiro) um carro e atribuir a causa à graça alcançada da oferta entregue ao mediador do negócio religioso, e acontecer que este carro seja roubado ou machucado, ou mesmo arranhado por descuidos, significa que o beneficiário da graça é então um mal agradecido e um mal zelador do bem, ou que até mesmo merece perder seu direito de posse do presente espiritual? Olha que confusão! 
      Outra frase ridícula é a estampada "PROPRIEDADE EXCLUSIVA DE DEUS", então, se este carro estiver defronte um prostíbulo, local de realização de necessidades sexuais por meio de pecúnia, daremos a entender que o irmão (?) está evangelizando os trabalhadores deste recinto? Me poupem da resposta (risos).
     Na verdade tenho vergonha de dizer quem é crente ou cristão, quando comparado ou exposto em equivalência a estes adeptos de um cristianismo fajuto, falido. Espiritual seria estarmos desfrutando da riquezas espirituais de JESUS CRISTO, em comunhão, pois não há confusão, não há trevas onde há luz. Ou mesmo, vivenciando a humildade e a simplicidade em ser feliz com o pouco, o que é totalmente diferente de ser feliz com a pobreza, não, significa estar satisfeito com os bens materiais que lhe aprouve ganhar por meio de seu suor, de seu trabalho, de seu orgulho em ser capaz em estar abençoado por Deus.

        Alcançar uma verdadeira graça, para mim, é ser agraciado com a evolução espiritual, com uma verdadeira transformação em seu espírito, inclusive o de aceitar a intrínseca contradição em que há no ser. Em aceitar e praticar a orientação do Mestre, de que devemos renunciar riquezas materiais quando estas sobrepõe as riquezas espirituais, o que quase sempre acontece.

domingo, 2 de novembro de 2014

A Terra e o Universo, a sociedade e o ser humano - a vida reflexiva deste navegador temporário.

          O nome "Gaia" atribuído ao texto anterior, tem com intenção levar algumas reflexões sobre a Terra. Muito desconhecida, a deusa grega Gaia, aqui expressa o quanto que desconhecemos sobre o nosso planeta, o que pode levar a estranhamentos aos primeiros leitores deste blog. Mas, ao contrário, sigo a tendência contrária, sigo a contra-mão do sistema, e busco através deste publicar reflexões, acerca da relação que se tece entre a Sociedade e a Natureza, e principalmente sobre o elo emancipador do homo sapiens, o Trabalho.

             Somos natureza!
             Somos sociedade!
             Somos o que somos por causa do trabalho!

       Não tenho pretensão de mergulhar no interior de Gaia, já estou nela - vivo na Terra! - muito menos de cultuá-la, mas de incitar a busca pelo conhecimento, como a curiosidade! Ah! Esta não pode morrer, jamais! 
       Não conhecia sobre a deusa Gaia, a mitologia criada pelos gregos, sobre a origem da Terra. Logo, levar ao conhecimento em primeira postagem sobre Gaia, coisa que a maioria da pessoas desconhecem, é também similar ao expor reflexões - aqui proponho a humildade no conhecimento, em (re)conhecer o conhecido e o conhecer o desconhecido.