A deusa Mãe primordial, uma das
primeiras divindades a habitar o Olimpo, geradora de todos os deuses, a
deusa-terra, livre de nascimento ou destruição, de tempo e espaço, de forma ou
condição. Segundo as crenças gregas, no princípio havia um grande vazio chamado Caos e todas as coisas estavam
mistas umas às outras. Sobre esta confusão reinava a Noite e em algum
momento surgiu o Érebo.
Do Caos e da Noite nasceram o Destino e as divindades Moiras,
que estabeleciam tudo, inclusive os deuses estavam submetidos a elas. Para
vencer o silêncio e o vazio nasceu o Amor
(Eros), produzindo um início de ordem. Nasceu imediatamente depois do Caos
e, no poema Teogonia de Hesíodo, com Eros, Caos e Tártaro,
o poço negro sob a terra, formaram as quatro divindades nomeadas como
originais. Da união de Érebo e Noite nasceram o Éter e
o Dia e, então, apareceu a terra, a mãe universal.
Surgiu do vazio eterno, dançando e
girando sobre si como se fosse uma esfera em rotação. Moldou as montanhas
segundo sua espinha, os vales pelos buracos de sua pele, os morros e planícies
de acordo com seus contornos. De sua quente umidade fez nascer um fluxo de
chuva que banhou e alimentou a sua superfície trazendo a vida e pequenos
filhotes verdes se lançaram através de seus poros. Encheu os oceanos e lagoas e
fez os rios correrem através de profundos sulcos. Observou suas plantas e
animais crescerem e, então, trouxe à luz de seu útero seis mulheres e seis
homens, os humanos mortais, e posteriormente deu-lhes um oráculo para
orientação deles. Nos morros de Delfos, fez brotar vapores que subiram por uma
fenda nas rochas, envolvendo uma sacerdotisa capaz de interpretar as mensagens
que surgiam da escuridão de sua terra-útero.
Os
mortais viajavam longas distâncias para consultar o oráculo e ouvir suas
previsões para suas ansiedades. Comovida com suas criaturas humanas e seus
anseios, a deusa-terra aceitou os mortos em seu corpo e passou a ser
reverenciada por todos os mortais. Muitos dos seus templos eram construídos
próximo a pequenas fendas, onde anualmente os mortais ofereciam bolos
doces.
Por si só, gerou o Céu (Urano), e a ele próprio se uniria
para formarem o primeiro casal divino e dessa união nasceram
os 12 Titãs, os Ciclopes e os Hecatônquiros, gigantes
de cinqüenta cabeças e cem braços. Segundo a mitologia grega, quando deu origem
aos Titãs, eles fizeram das montanhas gregas, inclusive o Monte Olimpo,
seus tronos, pois eram tão grandes que mal cabiam na crosta terrestre. No
poema Teogonia, de Hesíodo, que Urano estava banindo seus filhos para
o Tártaro, sua esposa, incitou seu filho mais poderoso, Cronos, a enfrentar o pai e tomar o seu poder. Assim,
os Titãs liderados por seu filho Cronos
destronaram seu pai, Urano, que
na luta cortou seus genitais com uma pequena foice, separando assim o Céu e a Terra, e os atirou no
mar dando origem a uma das lendas de Afrodite. Cronos desposou Réia e entre seus filhos estava Zeus, que destronou seu pai, tornou-se senhor dos deuses e
organizou os olímpicos, uma plêiade de doze deuses principais que habitavam o
Monte Olimpo, sucessores dos Titãs, formando uma sociedade que era
classificada quanto à autoridade e poder.
O nome Gaia, Géia ou Gê, é
utilizado como prefixo para designar as diversas ciências relacionadas com o
estudo do nosso planeta.


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